Apocalipse 2.8-11
Esmirna, a Igreja Sofrida
Das sete igrejas para as quais o livro de Apocalipse foi escrito, Esmirna é a mais perseguida, a mais sofrida e a que paga o preço mais alto por sua fé em Jesus. Esmirna era uma cidade rica e um dos portos mais importantes da Ásia. Ali havia uma sociedade hostil ao evangelho, certamente influenciada pelo grande número de Judeus residentes que se uniram ao povo e aos magistrados para destruir a igreja. Toda a carga do ódio contra Deus se voltou para aquela pequena igreja que a muito custo permanecia em pé.
Três palavras descrevem o sofrimento da igreja:
- Tribulação – (no grego, pressão, aperto). A igreja estava como que sendo massacrada em uma prensa.
- Pobreza – não porque os crentes não trabalhassem, mas porque sofriam perseguições. Os membros tinham suas propriedades confiscadas ou destruídas e seus bens eram espoliados pelas autoridades. O resultado é que eles ficavam à mingua, reduzidos a nada, de modo que a simples sobrevivência física tornava-se um grande desafio, já que os irmãos não tinham meios de prover, sequer o próprio alimento. E isto não acontecia somente em Esmirna.
Hebreus 10.32-34 diz: “Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores em que, depois de iluminados, sustentastes grande luta e sofrimento; ora expostos como espetáculo, tanto de opróbrio quanto de tribulações, ora tornando-vos co-participantes com aqueles que deste modo foram tratados. Porque não somente vos compadecestes dos encarcerados, como aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência, vós mesmos, de possuirdes patrimônio superior e durável”.
A despeito de sua pobreza, a observação que Jesus faz a respeito da igreja de Esmirna é: “Tu és rico”. A verdadeira riqueza daquela igreja não era material.
- Blasfêmia – A terceira palavra que descreve o sofrimento da igreja não designa a blasfêmia feita diretamente contra Deus, uma vez que os judeus não blasfemavam. Essa palavra descreve as acusações que os judeus faziam contra os cristãos diante das autoridades. É provável que os judeus tivessem grande influência no meio político e usassem toda essa influencia para difamar e sujar o nome da igreja aos olhos dos governadores e da sociedade. Contudo, sem que o soubessem, esses judeus estavam, de fato, difamando o nome de Jesus Cristo. Mentindo contra a igreja, eles mentiam contra Deus. Tentar sujar a igreja é tentar sujar a Deus e macular o nome de Deus é a definição mais clara de blasfêmia. Deus, entretanto, não se deixa blasfemar.
A palavra de Deus para a igreja de Esmirna é: todo o sofrimento, toda a dor, toda a tribulação, vão... piorar? (v. 10). Havia uma nuvem negra no destino próximo daquela igreja descrita pela palavra “prisão”. Entretanto, a palavra “prisão” significa muito mais do que encarceramento. Na época do Novo Testamento, a cadeia não era vista como o castigo para os crimes cometidos pelos indivíduos, mas o local onde o criminoso aguardava a sentença, que poderia ser a multa, o açoitamento, ou até mesmo a morte.
Até agora a igreja já tinha abdicado de seus bens e de seu patrimônio, mas agora ela teria que abdicar de sua própria vida. O verso 10 contém lições impressionantes a respeito das perseguições pelas quais a igreja passa:
1) A fidelidade a Deus não garante segurança e prosperidade.
Em nossos dias temos visto pastores proclamando mensagens de otimismo simplório, transformando o Evangelho em uma estrada aberta para o sucesso financeiro, a riqueza e a prosperidade, mas essa ideia é do Diabo. Os caminhos de Deus para a sua igreja pertencem a Ele e não à própria igreja. Ele sabe o que é melhor para ela. Cumpre à igreja clamar, pedir e até mesmo chorar na presença do Senhor caso os tempos o exijam, mas acima de tudo, ela deve se submeter a vontade de seu Senhor.
Provérbios 19.21 diz: “muitos são os planos do coração do homem, mas o desígnio do Senhor, este prevalecerá”.
Efésios 1.11 diz que Deus é “aquele que faz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade”.
Em Romanos 12.2 Paulo nos exorta a experimentar a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Não há nenhuma garantia de que a escolha de sermos fiéis nos traga conforto e segurança. A vontade de Deus para Filadélfia era acabar com o sofrimento. A vontade de Deus para Esmirna era agravar o sofrimento. Seja feita a vontade do Senhor.
2) A Violência é a arma do Diabo para destruir a Igreja.
O grande interessado em que a igreja seja destruída é o Diabo. O Diabo está envolvido em 4 das 7 igrejas às quais foi dedicado o livro de Apocalipse. Seu propósito é fechar as portas da igreja. O próprio Apocalipse, nos capítulos 13 e 17, fala-nos das 3 armas utilizadas por Satanás para destruir a igreja: a falsa doutrina, a prostituição e a violência. Pérgamo e Tiatira foram assoladas pela falsa doutrina e enfraquecidas pela prostituição. Esmirna era firme demais para ser enganada, fiel demais para ser seduzida e, por isso, Satanás massacra a igreja com a violência. Toda pessoa que se levanta contra a igreja para violentá-la, é instrumento nas mãos do Diabo.
3) O sofrimento purifica a igreja.
O verso 10 traz as seguintes expressões: “Para que sejais provados...” em sintonia com o costume do Novo Testamento de comparar a igreja ao ouro, que quanto mais é provado no fogo, tanto mais precioso se torna. Os espancamentos, os insultos, as privações, as celas escuras, frias e imundas, a tortura e até mesmo a morte, ao invés de destruir a igreja, a tornam mais autentica, fazem com que sua fé se torne mais preciosa, seu amor mais puro, sua vida mais valiosa, seu testemunho mais eficaz. Depois de 30 anos de perseguição religiosa na Romênia, os comunistas verificaram que o número de cristãos havia aumentado em 300 %.
4) Deus tem total controle sobre as perseguições.
Há alguma discussão sobre o verdadeiro significado da expressão: “ tereis uma aflição de 10 dias”. Contudo, ainda que a interpretação exata seja incerta, o significado básico é certo – Deus está no controle da situação. É Ele quem manda. É Ele quem determina o dia em que o sofrimento vai começar, o tempo que vai durar e a hora em que vai acabar. Satanás afligiria a igreja, mas Deus reservaria à sua próprio autoridade o direito de dizer a ele quando começar e quando terminar de modo a não permitir que seu povo fosse tentado acima de suas forças. Além disso, Ele próprio supervisionaria todo o processo para que nada escapasse ao seu controle.
5) As aflições do tempo presente não podem se comparar com a glória que há de ser revelada.
O verso 10 termina com a frase: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. Quando a igreja de Esmirna escolheu sofrer, ela estava andando de acordo com as coisas que não se vêm, coisas eternas e não temporais. O próprio Jesus havia dito que “Quem quiser guardar a sua vida vai perdê-la, mas quem perder a sua vida, vai achá-la”.
Entregar-se a Cristo de todo o coração não é se perder em Cristo. É achar-se em Cristo para que Cristo, e não nós, se torne nossa própria vida. O servo de Deus não precisa agarrar-se à sua vida porque sua verdadeira vida “está escondida com Cristo em Deus” e este é o prêmio maior.
6) A igreja tem consciência de que existe algo pior do que a morte.
As aflições, o sofrimento, a dor não são a pior coisa que pode acontecer com a igreja. Nem mesmo a morte o é. Em Lucas 12.4-5 Jesus nos diz:
“Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer”.
O verdadeiro cristão sabe reconhecer os reais inimigos de sua alma. Aliás, tudo em sua vida, seja o viver, seja o morrer, tem em vista a vitória sobre esses inimigos.
Quantos milhares de cristãos em toda a história têm derramado seu sangue, homens e mulheres que perderam suas vidas para defender a fé que nós proclamamos hoje. O fato de vivermos em um país livre não pode cegar o nosso coração para o fato de que nossa história foi escrita com sangue e que nós também devemos estar prontos para servir ao Senhor ao preço do desafio de nossa própria missão. Infelizmente nosso tempo tem visto surgir uma geração de cristãos absolutamente secularizados, amantes de seus próprios deleites e prazeres, incapazes de fazer o mínimo sacrifício para o reino de Deus. A maioria dos cristãos está cansados demais para frequentar cultos de oração, para acordar num domingo de manhã e participar de uma escola bíblica, esgotada demais para assumir cargos e responsabilidades na igreja, soberba demais para participar de projetos evangelísticos, ocupada demais para ser canal de bênçãos na vida de seus irmãos de fé.
A igreja de Esmirna é um exemplo para o nosso tempo e um desafio para as nossas vidas. Em que implica para nós sermos cristãos?
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