A Morte de Cristo na Cruz como Padrão de Adoração

Hebreus 13.10-15

O maior adorador de todos os tempos e o modelo de adorador para toda a humanidade é Jesus. E o maior ato de adoração prestado por Jesus foi o seu sacrifício na cruz. Por isso, qualquer ato de adoração prestado a Deus antes ou depois da cruz deve, de alguma forma, estar vinculado à cruz ou, de algum modo, ser uma imitação, uma recriação da cruz. Foi este o principal motivo pelo qual o sacrifício de Abel foi preferido por Deus ao invés do sacrifício de Caim: porque Abel, ainda que sem perceber, ofereceu o sacrifício que estava em sintonia com a vontade e o propósito de Deus (a ovelha), ao passo que seu irmão Caim e sua oferta de frutos, ainda que bem intencionados, não estavam relacionados com o propósito salvífico de Deus em Cristo.
O texto de Hebreus 13.10-15 nos apresenta algumas maneiras pelas quais a nossa adoração está ligada ao sacrifício de Cristo, o que, aliás, a torna adequada a ser aceita por Deus:

a)      Em primeiro lugar nossa oferta precisa imitar a oferta de Cristo. O escritor aos Hebreus nos lembra que Jesus morreu fora dos muros da cidade, como um rejeitado da sociedade. Os restos dos animais sacrificados no altar do templo deveriam ser queimados fora dos muros da cidade. Portanto, o ato de adoração de Jesus é, de algum modo, algo rejeitado pelo mundo e, portanto, o verdadeiro adorador é alguém que não se adapta ao mundo. Paulo lembra esta verdade nos primeiros versos de Romanos 12 quando diz que o não conformar-se com o mundo faz parte do culto prestado a Deus. O adorador deve se afastar do mundo em pelo menos dois sentidos: no sentido físico – reservando um lugar específico onde possa ficar a sós com Deus e no sentido espiritual – dando a Deus o primeiro lugar de nossas vidas e secundarizando todo o restante.

b)      Em segundo lugar, nossa oferta deve corresponder à oferta de Cristo. O que tornou a oferta de Jesus preciosa aos olhos de Deus foi o fato de que ele ter entregado não bens materiais ou animais, mas sua própria vida. Vivemos em uma época em que somos exortados a entregar bens materiais a Deus, mas o que Deus quer de nós é a nossa própria vida em seu altar, pronta e disposta para o seu serviço.

c)      Em terceiro lugar, nossa oferta deve proclamar a oferta de Cristo. O escritor aos Hebreus diz que o sacrifício que Deus espera de nós é um “fruto de lábios”, ou seja, nossas palavras. Deus espera ser engradecido através de nossas palavras dirigidas a, pelo menos três pessoas: Ele mesmo – através do louvor dirigido à sua pessoa, nós mesmos – através das palavras que nos auto-exortam a engradecer ao Senhor e o nosso próximo – a quem devemos anunciar as grandezas e as maravilhas de Deus.

Cristo é o nosso modelo de culto. É com ele que aprendemos a ser verdadeiros adoradores. E é sua morte na cruz o padrão de culto que devemos imitar, corresponder e proclamar.

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